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Zé Aldemir confirma distanciamento e falta de apoio da prefeita de Cajazeiras em sua pré-candidatura a deputado

  • Foto do escritor: Judivan Gomes
    Judivan Gomes
  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

O cenário político de Cajazeiras vive dias de incerteza e tensão. Em entrevista exclusiva ao radialista Levi Dantas, do Blog do Levi, em João Pessoa, o ex-prefeito e pré-candidato a deputado estadual Zé Aldemir (PP) falou pela primeira vez sobre o distanciamento entre ele e a sua principal aliada em Cajazeiras, a prefeita Corrinha Delfino (PP).

Aldemir revelou que está há mais de três meses sem conversar com a prefeita porque, segundo ele, a gestora simplesmente deixou de telefonar ou mandar mensagens desde que ele lançou a pré-candidatura a deputado. O que antes era uma parceria sólida, que culminou na vitória de Corrinha com mais de 20 mil votos, hoje se amarga um silêncio sem respostas.

Segundo Aldemir, a comunicação entre os dois deixou de acontecer desde o dia 20 de outubro. O ex-prefeito relatou que Corrinha não o procurou sequer para felicitações de Natal e fim de ano ou em seu aniversário, que aconteceu no dia 13 de janeiro, limitando-se a enviar um convite para o Carnaval da cidade através de terceiros, alegando falta de tempo para um encontro pessoal.

“Se você me perguntar por que ela não me telefonou mais, eu não tenho mais como segurar, porque o povo mesmo já sabe. Eu tenho que confirmar o que o povo já sabe. Eu não posso estar mentindo, dizendo que ela falou comigo ou que ela ligou para mim. É verdade. Faz 90 dias agora no dia 20 de janeiro que ela nunca mais ligou para mim, nunca mais falou comigo. Casualmente ela me cumprimentou na ida do governador lá em Cajazeiras e também no velório da mãe de Sara. Foram as duas únicas vezes que ela me cumprimentou”, relatou o ex-prefeito.

Possível motivo do distanciamento

A razão do desgaste entre os dois parece ter raízes na estratégia eleitoral para 2026. Zé Aldemir conta que Corrinha não queria que ele se lançasse como pré-candidato a deputado estadual, mas sim federal, para que ela não tivesse que optar entre ele e o deputado estadual Júnior Araújo (PP), que é pré-candidato à reeleição. Ele diz que a prefeita até tentou convencê-lo a optar pela federal durante um encontro na sua residência, mas Zé Aldemir já havia tomado a sua decisão por concluir que não havia perspectiva de vitória.

Apesar dessa divergência de rotas, Corrinha marcou presença no evento de anúncio da pré-candidatura de Zé Aldemir em Cajazeiras. Porém, o distanciamento se intensificou após ele cobrar reciprocidade no apoio político. Em 2024, Zé Aldemir mobilizou sua base de apoiadores para participar do lançamento da candidatura de Corrinha para prefeita, mas o mesmo não teria ocorrido no lançamento da pré-candidatura dele, conforme relata o ex-prefeito.

Zé Aldemir admite ter se sentido desamparado pela prefeita. Por essa razão, telefonou para ela e fez um desabafo. “No meu evento, tu não deu um telefonema para ninguém convocando para participar do evento”, teria dito o ex-gestor. “Eu só fiz isso, só disse isso, mais nada”.

Futuro incerto

Apesar de afirmar que não considera, de sua parte, um rompimento oficial, e que está disposto a receber Corrinha a qualquer momento, Zé Aldemir ressalta que agora é ela quem tem que o procurar, se tiver interesse. “Não é ela que vai me receber. Eu não vou. Se ela deu sinal que não estava querendo conversar comigo, eu não posso ir, eu não posso chegar a não ter amor próprio, a me desvalorizar. Eu tenho que ter meus valores”, pontua.

Diante da possibilidade de iniciar sua campanha sem a tradicional aliada em Cajazeiras, Zé Aldemir minimiza os efeitos da ausência de Corrinha. “Eu não estou intrigado do povo. Meu maior aliado é o povo, é a sociedade, pode ter certeza disso. Eu confio no povo. O povo manifesta isso diariamente, de que aposta na minha candidatura e quer votar comigo”.O futuro da gestão em Cajazeiras e a unidade do grupo do Partido Progressista agora dependem de um gesto da prefeita Corrinha Delfino, que, até o momento, mantém a estratégia do silêncio perante seu principal padrinho político.


Blog do Bruno Lira

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