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Ronaldo Caiado rebate desculpa de Lula por ausência na Marcha para Jesus

  • Foto do escritor: Judivan Gomes
    Judivan Gomes
  • há 22 horas
  • 2 min de leitura

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) rebateu a desculpa dada pelo presidente Lula (PT) para não ir à Marcha para Jesus nesta quinta-feira, 4, em São Paulo.

Para o pré-candidato à Presidência do PSD, o petista seria “duramente vaiado” no ato voltado para o público evangélico.

“Não é por esse motivo que ele não participa dos eventos. Até porque ele sabe hoje que não tem condições mínimas de aparecer em público, essa é a verdade”, afirmou Caiado.

“O que atesta a ausência dele aqui é a incompatibilidade com o povo, essa é a verdade. Se viesse aqui hoje, seria duramente vaiado, e ele sabe que não tem como enfrentar a população”, acrescentou.

A justificativa de Lula

Ao pastor Estevam Hernandes, fundador da Igreja Renascer em Cristo e organizador do ato, Lula alegou não participar de nenhum evento religioso em época de eleição.

“Eu vou lhe contar por que eu não vou, viu? Eu não participo de nada religioso em época de eleição, porque eu não quero passar a ideia de que estou tentando tirar proveito político de uma coisa sagrada”, disse o petista.

Em seu lugar, Lula mandou mais uma vez o advogado-geral da União, Jorge Messias, que é evangélico.

“Estive na 34ª Marcha para Jesus, em São Paulo. E, representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marquei presença nesta, que é a minha quarta edição. Ao lado do apóstolo Estevam Hernandes, acompanhei a ligação e as palavras que o presidente fez questão de dizer em gratidão a este evento que é tão importante para o povo cristão. A minha presença, a pedido do presidente, teve um único propósito: louvar e engrandecer a Deus”, escreveu o AGU no X.

Território hostilO fato é que Lula está em território hostil em ambiente evangélico, e, até por isso, ao contrário do que disse ao apóstolo, participou de várias solenidades religiosas ao longo de seu terceiro mandato.

Em dezembro de 2025, ele assinou um decreto que estabelece diretrizes para a valorização da música e outros elementos da cultura gospel no país.

Em outubro de 2024, o petista já tinha participado de cerimônia religiosa ao sancionar o projeto de lei que criou o Dia Nacional da Música Gospel.

Ao longo do terceiro mandato, Lula incorporou menções a Deus e a milagres em seus discursos.

A primeira-dama Janja também atuou para tentar aproximar o marido de mulheres evangélicas.

Crédito: O Antagonista

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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