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Após protesto na Epitácio, Leo Bezerra defende diálogo com ambulantes, busca solução e diz que não aceitará bloqueios

  • Foto do escritor: Judivan Gomes
    Judivan Gomes
  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), comentou nesta quarta-feira (13) o protesto realizado por vendedores ambulantes na Avenida Epitácio Pessoa, próximo à orla da capital. A manifestação ocorreu durante a manhã e reuniu trabalhadores que atuam na região afetada por regras previstas em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

Segundo os ambulantes, as mudanças recentes restringiram a comercialização na área do calçadão e na faixa da orla, o que teria deixado parte dos trabalhadores sem local definido para atuar. Eles afirmam que a alternativa indicada pela gestão municipal, em uma via paralela, não atende à realidade da categoria.

Durante a manifestação, o grupo também relatou que uma parcela significativa dos trabalhadores não foi contemplada no novo modelo de organização do comércio informal na região.

Em entrevista ao programa Correio Debate, da rádio Correio 98 FM, o prefeito afirmou que a gestão foi surpreendida pelo ato e destacou que já havia recebido representantes da categoria recentemente para tratar do tema. “Eu recebo isso com muita estranheza, porque recebi essa categoria há pouco mais de uma semana. Tenho um diálogo aberto e permanente com todos eles e fui pego de surpresa hoje com mais essa manifestação”, afirmou.

Leo Bezerra explicou que as regras em vigor na orla fazem parte de um acordo institucional que envolve diferentes órgãos e que qualquer mudança precisa seguir o mesmo rito de validação. “Mas tomei pé de toda a informação, soube que são os ambulantes da orla. E a orla nós temos um TAC que nós temos que seguir. E qualquer alteração no TAC tem que ser passada pelo Ministério Público. Não fui eu que assinei sozinho, foram diversos órgãos, inclusive alguns deles assinaram esse TAC”, disse.

O prefeito afirmou ainda que a gestão está aberta ao diálogo para discutir possíveis ajustes, desde que dentro dos parâmetros legais. “Se vão pedir para ter alguma alteração, vamos sentar em uma mesa redonda, sem problema nenhum. O Ministério Público já se propôs a isso, a Prefeitura está se propondo a isso. Só falta da parte deles se proporem a sentar conosco”, declarou.

Apesar da disposição para negociação, Leo Bezerra criticou a forma do protesto, que chegou a bloquear vias na região da orla. “Agora, dessa forma, usar de fazer barricada, de fechar vias públicas, isso aí nós não vamos admitir”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de o movimento ter motivação política, o prefeito disse que não trabalha com essa hipótese, mas reforçou a necessidade de diálogo. “Não quero pensar nessa hipótese. O que nós queremos é resolver, e nós vamos resolver. Agora, se a imposição for essa de tocar fogo, colocar pneu e fechar rua, nós vamos parar de receber esse tipo de manifestação aqui em João Pessoa”, disse. “Repito: as portas estão abertas para quem quer discutir e resolver. Para quem quer fazer algazarra e trazer transtorno para a população, aí nós não vamos receber não”, completou.

O protesto desta quarta-feira ocorre em meio a uma sequência de mobilizações de ambulantes na capital. Dias antes, outro grupo interditou a área do Terminal de Integração da Lagoa, no Centro, em protesto contra apreensões de mercadorias realizadas por equipes de fiscalização municipal.

Em abril, a Prefeitura de João Pessoa realizou a entrega de crachás a comerciantes da orla, dentro do processo de organização do comércio informal previsto no TAC firmado em 2023. Na ocasião, foram distribuídas 84 autorizações em um primeiro lote, de um total de 200 previstas em edital, com promessa de novos chamamentos para preenchimento das vagas restantes.

A gestão municipal afirma que o objetivo do acordo é disciplinar o uso do espaço público na orla de João Pessoa, abrangendo áreas como Cabo Branco e Tambaú, mantendo a atividade dos comerciantes dentro de critérios previamente estabelecidos.


Fonte 83

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