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  • Foto do escritorJudivan Gomes

Após sair da Rede, senador Randolfe Rodrigues diz que relação com partido tinha se 'esgotado'

Líder do governo no Congresso deu entrevista à GloboNews e disse que ainda não decidiu nova sigla. Sobre eventuais divergências com ministra Marina Silva, afirmou que não parecem 'adequadas ao debate agora'.




O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (19), disse nesta sexta-feira que a relação com a Rede, partido do qual anunciou desfiliação na quinta (18), havia "se esgotado". A declaração foi em entrevista ao programa "Em Ponto", da GloboNews.

"A relação no âmbito da Rede já há algum tempo, eu já tinha trazido algumas reflexões, no âmbito da relação que nos tínhamos, de que a relação já tinha se esgotado", disse. "A relação não tinha mais razão de continuar, então ontem expus em carta aos dirigentes partidários o meu pedido de desfiliação", continuou.

Segundo o colunista do g1 Valdo Cruz, a saída de Randolfe da Rede ocorreu após um atrito do parlamentar com Marina Silva, sobre uma pesquisa de petróleo no Amapá. Questionado sobre a relação com a ministra do Meio Ambiente, Randolfe disse que eventuais divergências não são "adequadas ao debate" no momento. "Eu e Marina Silva integramos o mesmo governo. Então, eu espero que nós continuemos a trabalhar juntos. A relação, no âmbito da Rede, eu externei as razões para desfiliação para o desligamento, no âmbito da carta que expus, né? Eu acho que eventuais divergências que temos, diferenças que temos, não me parecem adequadas ao debate agora", afirmou. Embate sobre pesquisa Nesta quinta, em uma rede social, o parlamentar criticou uma decisão do Ibama contra pesquisa de petróleo na costa do Amapá. O instituto negou uma licença solicitada pela Petrobras para perfurar na bacia da Foz do Amazonas, no litoral do estado. O Ibama é subordinado ao Ministério do Meio Ambiente, chefiado por Marina. Randolfe disse que lutará contra a medida. Na entrevista à GloboNews, o senador também afirmou que "não tem nenhum questionamento" sobre os técnicos do Ibama e que, na questão da pesquisa de supostas reservas de petróleo no Amapá, o que está em jogo é o "direito a termos conhecimento". "Identificar essa região onde vai ter a pesquisa como a região da foz do Rio Amazonas é uma desinformação. Esse é o nome técnico, acho até um nome técnico inadequado dado pela Petrobras. Se trata de uma região a 560km da chamada foz do Rio Amazonas. Se isso é foz, então eu moro em Porto Alegre. É maior que a distância entre o Rio e Belo Horizonte". Novo partido O líder do Congresso também disse que ainda não decidiu a qual partido deve se filiar. "Depois de uma separação, é bom ficar um tempo solteiro. Então, ainda não tenho debates sobre possíveis destinos partidários", disse. "Prefiro, durante algum tempo, deixar passar esse processo de afastamento, de desligamento da rede. Mas daqui a pouco devo ter uma escolha partidária, que será necessariamente identificada com a minha trajetória", continuou.

G1Globo

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